O Banco de Portugal emitiu um alerta público após identificar múltiplos casos de uso indevido do seu nome, logótipo e imagem, incluindo do Governador e de outros representantes, em esquemas de fraude dirigidos a particulares e empresas. Os burlões têm recorrido a técnicas cada vez mais sofisticadas, como deepfakes gerados por inteligência artificial e spoofing de contactos telefónicos e de e-mail, tornando as comunicações falsas quase indistinguíveis de uma divulgação oficial real.
Este artigo resume o que o Banco de Portugal nunca faz, como reconhecer uma comunicação fraudulenta e que passos seguir caso receba um contacto suspeito em nome da instituição.
O que o Banco de Portugal nunca faz
Para identificar rapidamente uma tentativa de fraude, é importante saber que o Banco de Portugal:
- Não realiza operações comerciais: não concede crédito ao público, não recebe depósitos e não vende produtos financeiros, incluindo criptoativos, a particulares ou empresas.
- Não dá conselhos de investimento: não divulga pareceres profissionais ou jurídicos, recomendações, convites ou sugestões para a aquisição de créditos, produtos de poupança ou de investimento.
- Não emite certificados para desbloqueio de fundos.
- Não exige pagamentos para eliminar responsabilidades de crédito.
- Não telefona a pedir dados bancários a particulares ou empresas.
Qualquer comunicação que peça dinheiro, dados de cartão de crédito ou outra informação bancária, invocando o nome do Banco de Portugal, é fraudulenta por definição, mesmo que pareça extremamente credível.
Como os burlões usam o nome do Banco de Portugal
O alerta identifica duas técnicas principais usadas nestes esquemas:
- Deepfakes: imagens, vídeos ou áudios manipulados com inteligência artificial, criados para simular declarações do Governador ou de outros responsáveis do Banco de Portugal.
- Spoofing: falsificação da identidade de telecomunicações, usando o nome do Banco de Portugal ou reproduzindo números de telefone e endereços de e-mail reais, para dar a aparência de que a comunicação tem origem oficial.
Por serem tecnicamente sofisticadas, estas fraudes podem parecer legítimas mesmo a olhos atentos: por isso a prudência deve ser a regra, independentemente da aparência da comunicação.
O que fazer em caso de contacto suspeito
- Não entre em contacto, não envie dinheiro nem forneça dados bancários (incluindo dados de cartão de crédito) a quem se apresente como representante do Banco de Portugal ou alegue ter uma relação profissional com a instituição.
- Lembre-se: o Banco de Portugal só solicita dados pessoais no âmbito dos serviços que presta diretamente a particulares, acessíveis através da Área do Cidadão.
- Se receber documentação, chamadas ou mensagens duvidosas em nome do Banco de Portugal, informe imediatamente as autoridades policiais ou contacte o Banco de Portugal através dos contactos oficiais para confirmar a autenticidade.
Perguntas Frequentes sobre a Fraude com o Nome do Banco de Portugal
O Banco de Portugal liga a pedir dados bancários? Não. O Banco de Portugal nunca contacta telefonicamente particulares ou empresas a solicitar dados bancários. Qualquer chamada nesse sentido é fraudulenta.
O Banco de Portugal vende criptoativos ou dá conselhos de investimento? Não. O Banco de Portugal não realiza operações comerciais, não vende produtos financeiros (incluindo criptoativos) e não dá conselhos ou recomendações de investimento a particulares ou empresas.
O que é um deepfake usado em fraudes com o nome do Banco de Portugal? É um vídeo, áudio ou imagem manipulado com inteligência artificial para simular declarações do Governador ou de outros representantes do Banco de Portugal, tornando a fraude quase indistinguível de uma comunicação real.
O que é o spoofing usado nestas fraudes? É a falsificação da identidade de telecomunicações, usar o nome do Banco de Portugal ou copiar números de telefone e e-mails reais, para fazer parecer que uma chamada, SMS ou e-mail tem origem oficial na instituição.
O que devo fazer se receber uma comunicação suspeita em nome do Banco de Portugal? Não deve responder, enviar dinheiro nem fornecer dados bancários. Deve informar as autoridades policiais e confirmar a situação junto do Banco de Portugal através dos seus contactos oficiais.
Quando é que o Banco de Portugal pede dados pessoais legitimamente? Apenas no âmbito dos serviços que presta diretamente a particulares, disponíveis através da Área do Cidadão no site oficial do Banco de Portugal.



