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Via Verde. Clientes deixam de poder comprar identificador e pagam mensalidades

in Notícias Gerais
Criado em 09 dezembro 2021

Via Verde, o que muda a partir de janeiro

Há mudanças nas modalidades e preços para os clientes da Via Verde que usam o serviço da empresa da Brisa para lá do pagamento de portagens nas auto-estradas. 

Há mudanças nas modalidades e preços para os clientes da Via Verde que usam o serviço da empresa da Brisa para lá do pagamento de portagens nas autoestradas. A partir de janeiro, os clientes deixam de poder comprar o identificador que até agora permite passar nas portagens e entrar nos parques de estacionamento, através do pagamento por débito em conta, e passam a ter de pagar mensalidades.

A partir de 5 de janeiro os serviços da Via Verde vão ser divididos em duas modalidades: A Via Verde Autoestradas continua como está; mas se quiser outros serviços vai ter de pagar à parte uma mensalidade de 0,49 euros a 0,99 euros (respetivamente, autoestradas e mobilidade) ou 5,75 euros ou e 11,50 euros (se for anual).

Há cerca de três milhões de identificadores ativos da Via Verde a circular nas autoestradas portuguesas, mas nem todos serão afetados já pelas alterações da nova oferta, nem ao mesmo tempo.

 

Quando entram em vigor as novas ofertas da Via Verde?

As novas modalidades da Via Verde entram em vigor em janeiro de 2022 e os novos preços em abril. Donos de identificadores não vão ser afetados, para já.

Assim, as alterações não se aplicam para já aos cerca de dois milhões de clientes que compraram o identificador da Via Verde, que apenas terão de aderir a uma das novas modalidades quando se esgotar o prazo de vida do respetivo identificador, que varia entre cinco a sete anos.

A partir de 2022, os serviços complementares de mobilidade da Via Verde vão ser pagos à parte.

 

O que muda? E para que clientes?
A Via Verde vai lançar duas novas modalidades de subscrição, anual ou mensal, separando a oferta entre o serviço de pagamento eletrónico de portagens dos outros serviços complementares de mobilidade. Serviços como o pagamento de estacionamento ou o acesso a postos de carregamento de carros elétricos vão ser cobrados à parte e serão incluídos na chamada ‘Via Verde Mobilidade’, 50 cêntimos por mês mais cara do que a nova ‘Via Verde Autoestrada’, que garante essencialmente o acesso ao pagamento eletrónico de portagens, e que custará 0,49 por mês.

 

Qual é a nova oferta da Via Verde?
Na comunicação enviada aos clientes, a que o Jornal Económico teve acesso, a Via Verde diz que “a partir do dia 5 de janeiro de 2022, a Via Verde Portugal vai lançar” as modalidades de subscrição Via Verde Autoestradas e Via Verde Mobilidade. Estas novas modalidades, refere a empresa na missiva, “substituem as atuais modalidades Via Verde Livre, Via Verde Leve e Aluguer Anual”.

A empresa explica que a Via Verde Mobilidade “dará acesso a todos os serviços existentes, bem como a novos serviços e benefícios que a Via Verde Portugal venha a criar”. Esta é a modalidade mais ampla da Via Verde e custará 0,99 cêntimos por mês ou 11,50 euros por ano, para os clientes que não se oponham ao recebimento do extrato mensal em formato eletrónico. Para os clientes ocasionais, será lançada também a Via Verde Mobilidade Leve, em que o cliente pagará 1,25 euros nos meses em que utiliza um dos serviços.

A outra modalidade  – a Via Verde Autoestrada – está focada no serviço de pagamento eletrónico de portagens, por 0,49 cêntimos por mês ou 5,75 euros por ano (clientes com extrato eletrónico). Mas os clientes que subscrevam esta modalidade poderão ativar outro serviço de mobilidade mediante um fee.

 

Que clientes serão afetados pelas novas modalidades da Via Verde?
As novas modalidades vão estar disponíveis a partir de 5 de janeiro de 2022. Assim, as novas adesões à Via Verde após esta data serão feitas através das novas modalidades.

Estas modalidades também se aplicam aos cerca de 1,2 milhões de clientes que alugaram o identificador, o que corresponde às modalidades Via Verde Livre, Via Verde Leve e Aluguer Anual. Estas modalidades vão ser descontinuadas em janeiro de 2022 e, como diz a Via Verde na comunicação que enviou aos clientes, vão ser substituídas pelas novas modalidades.

 

Pago 0,99 cêntimos por mês a partir de janeiro para pagar o estacionamento com o identificador?
Não. Os preços das novas modalidades entram em vigor em abril de 2022, após um período experimental até 31 de março.

Segundo a empresa, para os clientes existentes, os novos preços só serão cobrados no momento da renovação da subscrição que ocorra depois de 1 de abril de 2022. Assim, quem aderir à Via Verde Mobilidade em fevereiro de 2022 só pagará 11,50 euros por ano a partir de fevereiro de 2023. Até lá, a anuidade custa 5,75 euros por ano por ter aderido durante o período experimental.

No entanto, os novos preços da Via Verde já serão aplicados aos novos clientes a partir de 1 de abril de 2022.

 

Quais os serviços da novas modalidades da Via Verde?
A modalidade Via Verde Mobilidade abrange todos os serviços existentes da Via Verde acessíveis através do identificador ou através da app. Além do serviço de pagamento eletrónico de portagem disponibilizado a todos os clientes, esta modalidade inclui o abastecimento de combustível nos postos da Galp, o pagamento de estacionamento em mais de 220 parques fechados e o estacionamento de rua em 32 municípios, de norte a sul do país, através da app. O novo serviço digital Via Verde Electric também está incluído nesta modalidade e dá acesso a mais de dois mil postos de carregamento elétrico da rede pública. O ferry para o trajeto Setúbal Tróia, o McDrive e o pagamento de medicamentos através do Farmadrive também estão incluídos.

Segundo a empresa, o Via Verde Autoestrada está essencialmente focado no pagamento eletrónico de portagens, mas esta modalidade vai permitir ativar os outros serviços mediante uma taxa adicional com a duração de um mês.

 

Comprei o identificador da Via Verde. Vou ser afetado pelas novas modalidades?
Para já, não. Quem tenha adquirido o identificador da Via Verde continua a poder utilizá-lo sem qualquer alteração. No entanto, a Via Verde vai deixar de vender identificadores a partir de janeiro de 2022 pelo que, quem tiver de substituir o seu identificador após esta data terá de aderir a uma das novas modalidades. A empresa detida pela Brisa diz que cada identificador tem um prazo de vida de 5 a 7 anos consoante a utilização.

Fonte: jornaleconomico.sapo.pt, 9/12/2021