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Crédito consolidado: erros comuns a evitar

in Notícias Gerais
Criado em 02 agosto 2019

Conheça melhor o crédito consolidado: erros comuns a evitar, as variáveis que importam e os detalhes que os bancos não dizem.

As instituições bancárias publicitam mais as vantagens, mas também há cuidados que deve ter quando recorre a um crédito consolidado. É por isso importante que esteja informado para evitar cair em armadilhas. Saiba, neste artigo, tudo o que os bancos não lhe dizem sobre o crédito consolidado: erros comuns a evitar, os detalhes importantes e as variáveis que não podem ficar esquecidas.

CRÉDITO CONSOLIDADO: ERROS COMUNS A EVITAR

Nem tudo é tão fácil como parece na hora de contratar um serviço que junta todas as dívidas numa só. Esteja atento a estes aspectos:

  1. UMA TAXA DE JURO MAIOR

É raro, nas conversas com os bancos, este tema ter grande destaque, e isso não é bom para si. Na realidade, quando falamos em crédito consolidado este é o primeiro dos erros comuns a evitar: contratar uma taxa de juro que é maior do que a que tinha nos outros créditos.

Uma taxa de juro maior do que a que tem nos créditos individuais significa que vai, no conjunto, acabar por pagar mais ao banco do que pagaria se mantivesse os compromissos separados. Só vale mesmo a pena se estiver, de facto, sem alternativas para cumprir com as suas obrigações agora.

  1. UMA HIPOTECA MAL PENSADA

A maioria das instituições financeiras vai querer que ofereça a sua casa como garantia do crédito consolidado: um erro comum que muita gente comete e depois se arrepende.

Repare: se está a recorrer ao crédito consolidado é porque se sobreendividou. Se isso aconteceu, e já está com dificuldade em pagar tudo, quer mesmo arriscar a perder a casa se não conseguir levar o cumprimento das responsabilidades até ao fim?

Por vezes não há alternativa além da própria casa, mas há casos em que os bancos aceitam outro tipo de garantias ou até a nomeação de fiadores (sendo que pode acontecer que estes fiadores ofereçam, eles próprios, uma casa para hipoteca).

  1. CONSOLIDAR CRÉDITOS QUE ESTÃO A TERMINAR

Outro erro comum e mais do que evitável é o de consolidar créditos que não precisavam de ser consolidados. Na realidade, o crédito consolidado é vantajoso quando tem vários créditos pesados e longos que não consegue pagar, mas é um péssimo negócio quando os créditos estão quase a terminar, porque vai estender o prazo de pagamento e, com ele, os juros.

Se tem créditos que já estão quase totalmente pagos, procure outras soluções (como a renegociação com o banco, por exemplo) e evite voltar a aumentar os juros de uma coisa da qual está quase livre.

  1. CAIR NAS MALHAS PARALELAS AO SISTEMA OFICIAL

Esteja muito atento quando estudar a possibilidade de contratar um crédito consolidado: um dos erros mais comuns é o recurso a empresas que não são instituições bancárias, atitude que pode trazer-lhe muitos dissabores mais tarde.

Há, no mercado paralelo, entidades com promessas para lá de otimistas. Estas empresas, contudo, não são instituições bancárias e, por isso, não estão sob a alçada (nem controlo) do Banco de Portugal, que é quem mais protege os seus interesses enquanto consumidor.

  1. CEDER AOS AGIOTAS

O ideal era nem sequer precisarmos de falar neles quando em causa está a o crédito consolidado, mas os erros comuns a evitar ainda incluem com frequência a contratação do serviço de agiotas.

Os agiotas são pessoas que lhe oferecem um crédito com facilidades que os bancos não conseguem oferecer. Ora, se estão a oferecer-lhe o que nenhum banco oferece, desconfie. Os agiotas, tal como outras entidades não autorizadas a desenvolver atividade financeira, atuam à margem dos regulamentos do Banco de Portugal. Isto quer dizer que atuam de acordo com as regras que eles próprios fazem – e que nunca são boas para si.

DETALHES A TER EM CONTA PARA SE DEFENDER

Para poder defender-se destes erros comuns do crédito consolidado, esteja atento a tudo o que, de forma direta ou indireta, pode mexer no seu bolso:

AS TAXAS DE JURO

Não aceite taxas exageradamente altas. Independentemente da sua situação de fragilidade, o negócio tem de ser justo para ambas as partes e proporcional ao risco envolvido.

A REPUTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

Negoceie apenas com instituições financeiras devidamente registadas e monitorizadas pelo Banco de Portugal. Deixe de fora agiotas, instituições paralelas e qualquer outro agente que lhe ofereça ajuda “em troca de quase nada”.

OS PRAZOS

Olhe bem para os prazos dos seus empréstimos: se faltar pouco tempo para sair do sufoco financeiro, não lhe compensa mergulhar de novo num crédito enorme e longo que só vai prolongar as suas dificuldades.

AS HIPOTECAS

Esteja bem consciente do que está a hipotecar pelo seu crédito consolidado e pondere sempre se é um bom negócio. Se estiver a hipotecar uma casa inteira por conta de uma dívida de dez mil euros, provavelmente encontra soluções alternativas mais vantajosas.

Fonte: e-konomista.pt, 2/8/2019