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Portugal no top 10 dos países europeus onde mais anos se trabalha

in Notícias Gerais
Criado em 22 setembro 2017

No final de 2016, a duração média da vida laboral de um indivíduo na União Europeia era de 35,6 anos, mais 1,8 anos que uma década antes. Portugal está acima da média europeia, com 37,1 anos. Em todo o território, os homens continuam a trabalhar mais tempo que as mulheres, mas a diferença tem vindo a atenuar-se.

Desde 2006 que não para de aumentar. Falamos do tempo médio que os trabalhadores da União Europeia terão de ter de vida ativa antes de se reformarem. Os mais recentes dados do Eurostat apontam para que, no final de 2016, quem tivesse 15 anos deveria contar com 35,6 anos de trabalho, um valor 1,8 anos superior ao registado em 2006.

Ao longo dos dez anos que medeiam os dois resultados, o tempo de trabalho aumentou de forma diferente para homens e mulheres. As mulheres passaram de 30,6 anos em 2006 para 33,1 anos em 2016 (mais 2,5 anos), ao passo que a vida laboral dos homens passou de 36,9 para 38 anos no mesmo período, uma variação de 1,1 anos. A evolução aponta para que, apesar de ainda trabalharem mais do que as mulheres, a diferença está, paulatinamente, a diminuir. Apenas na Letónia e Lituânia as mulheres trabalham mais tempo que os homens.

De entre todos os Estados-Membros, a Suécia apresentava, em 2016, a maior vida laboral média, com 41,3 anos. Seguiam-se Dinamarca e Noruega, com 40,3 e 40 anos, respetivamente, à frente do Reino Unido (38,8 anos), Alemanha (38,1), Estónia (37,8) e Finlândia (37,7). No lado oposto da escala, o tempo médio de vida laboral era 31,2 anos na Itália, seguindo-se Bulgária (31,7 anos), Croácia (32,1), Roménia (32,4), Grécia (32,5 anos), Bélgica (32,6) Luxemburgo e Polónia (ambos com 32,9 anos).

Portugal acima da média
Portugal está acima da média dos 28, com um total de 37,1 anos de vida laboral média, um valor ligeiramente superior aos 36,8 registados dez anos antes. Quanto à divisão por sexos, as mulheres têm uma média esperada de vida laboral de 35,4 anos, mais 0,9 anos que em 2006. Quanto aos homens portugueses, trabalham menos agora do que em 2006. A média registada é de 38,7 anos em 2016, quando, dez anos antes, era esperado os homens trabalharem 39,2 anos antes de serem elegíveis para a reforma.

 

Fonte: jornaleconomico.sapo.pt, 20/9/2017