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O retrato do emigrante português: mais jovem, mais qualificado e com mais emprego

in Notícias Gerais
Criado em 08 agosto 2017

Ao todo, há mais de 1,7 milhões de portugueses espalhados pela Europa, dos quais quase metade são já de segunda geração.

Mais jovem, mais qualificado e com uma maior taxa de emprego do que a população residente em Portugal. Assim é o emigrante português na Europa, segundo um estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta segunda-feira, sobre as condições dos emigrantes portugueses no mercado de trabalho europeu.

Quantos são

O INE divide os emigrantes entre primeira (os que nasceram em Portugal e partiram para outro país) e segunda geração (os que já nasceram noutro país mas têm pai ou mãe portugueses).

Em 2014, à volta de 1,7 milhões de portugueses estavam emigrados pela Europa. Destes, 907,1 mil são emigrantes de primeira geração e outros 812,2 mil são emigrantes de segunda geração.

Onde estão

França é, de longe, o país com a maior comunidade emigrante portuguesa na Europa. Segue-se a Suíça, Espanha, Reino Unido e Luxemburgo. O INE aponta, contudo, que este estudo, que foi realizado junto dos membros da União Europeia, não contou com a participação da Alemanha, Irlanda, Dinamarca e Países Baixos. O INE ressalva, assim, a “impossibilidade de definir um retrato completo do fenómeno emigratório português, pela ausência de informação de importantes destinos europeus da emigração portuguesa, como a Alemanha”.

 

Que idade têm

A população emigrada é mais jovem do que a população residente em Portugal.

Entre os mais de 1,7 milhões de emigrantes portugueses na Europa, 20% encontrava-se no grupo etário dos 15 aos 24 anos e outros 36,6% tinham entre 25 e 39 anos. Em Portugal, a percentagem da população que se encontram nestes grupos é, respetivamente, de 16,2% e de 30,2%.

Por outro lado, entre os emigrantes, 30,3% têm 40 a 54 anos e 13,2% têm entre 55 e 64 anos. Em Portugal, estes grupos representam 34% e 19,7%, respetivamente, da população residente.

Até onde estudaram

Os emigrantes são também mais escolarizados do que a população residente em Portugal, muito graças aos emigrantes de segunda geração.

Entre os emigrantes, menos de metade (43,5%) só concluiu o ensino básico; em Portugal, este grupo representa 57,1% da população. Por outro lado, 35,6% dos emigrantes concluíram o ensino secundário ou pós-secundário; esta percentagem cai para 23,6% entre a população residente em Portugal. Já ensino superior, a proporção é semelhante: 19,1% dos emigrantes concluíram o ensino superior; 19,3% dos residentes em Portugal também.

Se se fizer a distinção entre emigrantes de primeira e segunda geração, a diferença é ainda mais evidente. Mais de 27% dos emigrantes de segunda geração concluíram o ensino superior e 42,5% concluíram o secundário ou pós-secundário.

Quantos têm emprego

No que toca à taxa de emprego, a situação dos emigrantes é melhor do que a dos residentes.

A taxa de emprego dos emigrantes portugueses, em 2014, era de 84,6%; nesse ano, a taxa de emprego em Portugal era de 77,6%. O emprego entre os emigrantes portugueses é também superior à média verificada na Europa nesse ano, quando a taxa de emprego foi de 76,4%.

Fonte: eco.pt, 7/8/2017