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Quase metade dos portugueses considera prioritário comprar produtos locais

in Notícias Gerais
Created: 29 July 2020

A expressão consumo local surge, muitas vezes, associada à alimentação, mas nem só de frutas e legumes se faz este tipo de compras.

Segundo o estudo “Regresso ao Consumo” do Observador Cetelem, trata-se de uma tendência que se estende a vários aspectos do dia-a-dia e que terá saído reforçada com a pandemia.

Segundo o centro de estudos de mercado, a procura pelo que é local resulta também de uma mudança nos próprios consumidores, que “estão cada vez mais exigentes, informados e conscientes das suas escolhas”.

Entre os inquiridos pelo Observador Cetelem, 49% dos portugueses considera prioritário comprar produtos produzidos localmente, 45% diz que é importante mas não prioritário e apenas 3% considera que é pouco importante. No mesmo sentido, 82% indica que comprar nacional é importante para promover a criação de emprego (com 45% a colocar esta razão no topo).

Há ainda quem aponte para outros motivos como promoção do desenvolvimento económico (62%), o facto de serem produtos de melhor qualdiade (57%), segurança do produto por se saber a sua origem e composição (28%) e manutenção de laços sociais (23%). Menos mencionadas, mas ainda assim apontadas por alguns dos portugueses questionados, aparecem justificações como “é uma forma de preservar o saber-fazer” ou “é uma forma de limitar o impacto ambiental”.

Apenas 5% do total considera que é importante comprar local porque os produtos portugueses são mais baratos do que os importados. Além disso, 4% acredita que é uma maneira de combater a globalização.

Como escolher um produto?

O mesmo estudo mostra que preço é um dos factores a que os portugueses prestam mais atenção quando têm de optar por um produto ou serviço, tendo sido o aspecto referido por 44% dos inquiridos. A mesma percentagem apontou também para o efeito na saúde.

Os portugueses prestam olham também para a qualidade (40%), origem do produto ou serviço (40%) e impacto ambiental (40%). Destaque ainda para os 39% que valorizam os selos e certificados e para os 39% que consideram a marca antes de decidir onde gastar o seu dinheiro.

Precisamente quando a marca é um factor decisivo, verifica-se que o facto de uma insígnia se preocupar com a saúde é o aspecto mais relevante para se optar pelos seus produtos ou serviços. Numa escala de 1 (nada importante) a 5 (muito importante), este indicador conquistou 4,40.

Os restantes também andam lá perto, o que significa que todos os atributos têm valor na escolha de uma marca: apoiar o emprego no país (4,38), respeitar os direitos humanos (4,38), ter produtos com boa relação qualidade-preço (4,37) e ter produção ou matéria-prima nacional (4,36).

Fonte: marketeer.sapo.pt, 29/7/2020